Em quadro.
Enquadro.
No primeiro, a arte do rico.
No segundo, a arte de transformar
preto em bandido.
sábado, 8 de junho de 2013
Periferia
Vagabundos
meretrizes
e desgraçados.
Malditos
viciados.
Ladrões
bêbados
malvistos
e favelados.
Um trago na realidade
e se revela todo o preconceito
escondido atrás do rico, do branco
do pobre e do preto.
Pode crê.
Periferia é periferia em qualquer lugar.
E é do nosso jeito!
meretrizes
e desgraçados.
Malditos
viciados.
Ladrões
bêbados
malvistos
e favelados.
Um trago na realidade
e se revela todo o preconceito
escondido atrás do rico, do branco
do pobre e do preto.
Pode crê.
Periferia é periferia em qualquer lugar.
E é do nosso jeito!
domingo, 12 de maio de 2013
Um dia sonhei...
Enchi de socos a cara do MARINHO
em pleno horário nobre,
e queimei todo o PROJAC
com NEPALM e coq. MOLOTOV.
Prendi a quadrilha
SARNEY,
RORIZ,
ACM,
MALUF e LULA,
torturei no pau-de-arara
o inocente Coronel USTRA.
Fiz mendigar na rua
ROBERTO JUSTUS e EIKE BATISTA,
condenei ALCKIMIN e SERRA
pela política privatista.
Arremessei dois sapatos
na cara do Pres. OBAMA,
e pisei descalço
sobre CAPRILES
e sua imatura fama.
Devolvi aos pobres
a fortuna suja de EDIR MACEDO,
e expropriei para o povo
ITAÚ, SANTANDER e BRADESCO.
Não economizei quando ROBERTO CAMPOS
foi pro paredão,
achei uma gracinha quando
a HEBE deitou em seu caixão.
Derrubei o pastor, deputado e infeliz
MARCO FELICIANO,
e tirei-lhe o direito em terra
de reivindicar ser HUMANO.
sábado, 11 de maio de 2013
Quem aguenta?
E quando a policia se torna o bandido
E o bandido, pai de família trabalhador?
Tiozinho humilhado no bar da esquina
Três vidas pra criar: dois moleques e uma menina
E ainda tem que chamar ladrão fardado de senhor!
Quem aguenta?
Deus!
Respeito, por favor: terno e gravata, sou doutor!
Colarinho branco, ladrão do alto escalão.
Caneta na mão, movo um milhão pra conta do exterior.
Ninguém viu!
Se viu, mentiu.
... PSIU!!!
- Que papelão.
quarta-feira, 8 de maio de 2013
Processando...
O barato é louco, Jão
e o processo é lento, cê ta ligado!
Mas com o tempo, o barato sai caro
e o processo mais louco que o próprio barato.
Autonomia
Meus textos eu não os declamo.
Minhas poesias eu não as recito.
As palavras que comportam,
não se comportam como deviam.
Não devem, não temem, não tremem.
Não se reportam a nenhum líder.
Não se recolhem na ordem da PM
Meus textos e poesias, eu as clamo.
Clamo e reclamo, porque as amo!
E elas amam reclamar a mim.
Pobres palavras, vivem reclamando
a mando de mim...
E só de mim.
segunda-feira, 6 de maio de 2013
Capital vermelho-cinza
A cidade se desenvolveu depressa, olha só o que virou:
alguns prédios amontoados, ruas e calçadas sujas,
de mendigos, criminosos, policiais e camelôs.
Logo ali perto, longe da escola
moleque de 9 anos louco, na brisa da cola,
moleque de 9 anos louco, na brisa da cola,
madame chique perde sacola na saída do metrô.
A cidade grande, não tão distante
de cinza vestiu-se em luto,
de cinza vestiu-se em luto,
mas com tanto sangue nela,
ninguém nem reparou.
ninguém nem reparou.
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