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O fato do “racismo” permear e dar o
tom de toda a conversa com os entrevistados foi, de fato, crucial para que
pudéssemos notar - por mais que já esperássemos por isso- o quão ainda somos
uma sociedade grandemente racista e o quanto os negros são atingidos de forma
direta ou indireta por isso, e ainda, como esse tipo de preconceito se estende
para os diversos campos da vida no cotidiano, seja diante da família, da
educação, da política e até mesmo diante da própria cultura, na maioria das
vezes, marginalizada frente às tantas outras. Preconceito este que, em grande
parte da sociedade se vê enraizado na forma do pensamento hegemônico, fruto
natural de uma prática racista secular que marginaliza os negros e quase tudo
que dele advém, desprezando todo o fardo histórico que carregam.
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